domingo, 8 de janeiro de 2012

Capítulo 5 - Só em sonho.

– Você realmente se importa ou só quer saber da minha vida? - Ele disse calmamente, eu não respondi nada. - Viu? - Ele saiu do estabelecimento.
Corri atrás dele, o tempo não já estava muito bom, frio e um chuva fina.
– Justin!
Ele parou e me fitou, ele havia colocado o capuz na cabeça, já eu estava com os meus cabelos molhados.
– O que foi, garota? - Ele colocou as mãos do bolso do casaco.
– Por quê você me ignora?
– Por quê você quer saber da minha vida? Cuide da vida de outro. - Ele falou num tom rude.
– Responde a minha pergunta.
– Eu não gosto de você.– Aquela frase foi como uma facada no meu peito.
Fiquei em silêncio fitando seu rosto.
– Era só isso? - Ele perguntou e eu permaneci em silêncio.
Ele continuou andando me deixando sozinha na chuva.
Nessa altura, além do meu cabelo está encharcado, minhas roupas também estavam.
Sentei no meio-fio e comecei a chorar. Nem eu mesma entendi o motivo.
Eu não gosto de você. ele disse tão seriamente, ele não gosta de mim. Por quê? O que eu fiz?
– Susy? Por quê está ai, e chorando? - Era Chaz
Eu nem respondi, ele me puxou e me deu um abraço.
Ele não se importou de eu estar molhada, ou de estar na chuva, só me abraçou.
Voltamos para o estabelecimento.
– Quer me contar o que houve?
Notei que a Rach não estava ali.
– Cadê a Rach?
– Foi no banheiro.
– Ele me odeia. - Disse fitando a mesa.
– O que ele fez?
– Além de me tratar mal ele disse 'Eu não gosto de você.'
– Isso não significa que ele te odeie, talvez ele só esteja assustado com o seu interesse na vida dele. O fato ocorrido foi no inicio do ano passado, e a mais de cinco meses ninguém toca no assunto, ninguém mostra interesse, todos se acostumaram com o que aconteceu, e ele quer viver assim então todos deixam.
Continuei sem olhar para Chaz, algumas lágrimas insistiram em cair de meus olhos.
– Amor a primeira vista. - Chaz disse num tom fofo.
– Que amor a primeira vista o que!
– Eu espero que ele amoleça o coração porque eu não quero a Susy sofrendo! - Ele dizia como se eu não estivesse ali.
– Vou embora, fala pra Rach que minha mãe me ligou e eu tive que ir correndo.
– Ta, tchau. - Ele se aproximou e me abraçou. - Se cuida.
Sai do estabelecimento e caminhei até a minha casa. Não corri, já estava toda encharcada mesmo.
Quando cheguei em casa tomei um belo banho quente e vesti uma roupa confortável.
Desci para tomar um chocolate quente e depois fui dormir.
Tive um sonho estranho.
Sonho on:
Eu estava caminhando por uma rua escura; Pequeninas gotas de chuva caim sobre meus cabelos e molhavam meu belo vestido preto.
Numa esquina não muito longe de onde eu estava avistei Justin vestido com um belo terno.
Mesmo a rua estando pouco iluminada eu pude ver seu sorriso lindo - que nunca vi pessoalmente. -, mas uma menina muito bem vestida chegou até a ele, não conseguia ver seu rosto, mas vi os dois se beijando.
E em uma fração de segundos eu estava sozinha na rua. Corri a procura de Justin mas não o achava.
– Cadê você? - Gritei.
Mas não houve resposta, me sentei no chão, abracei minhas pernas e comecei a chorar baixinho.
Senti alguém se aproximando, me virei para olhar era ele.
Me puxou para uma valsa sem música.
 Eu amo você.– Ele sussurrou em meu ouvido.
Sonho Off.
Acordei com o meu despertador tocando.
Meu coração estava acelerado.
Sorri ao lembrar do final do sonho... só em sonho mesmo.
Me levantei e fui tomar um banho.
Vesti meu uniforme e fui tomar café da manhã - sozinha. - porque o Leonard - o meu 'mordomo' - não toma café junto comigo porque ele acha desrespeito para com os meus pais.
Como disse antes meus pais saem de casa cinco da manhã para trabalhar - isso quando eles voltam para casa. - Minha tia mora aqui perto, mas também sai cedo.
Eu só saio as seis e meia então é melhor ir de ônibus.
Depois que comi fui para o ponto.
O ônibus logo chegou e eu sentei lá atrás.
Como ontem, no ponto seguinte entrou o Drake.
Ficamos conversando até chegar na escola.
– Gata, ta sabendo que sábado vai ter um passeio para um acampamento? - Ele me perguntou enquanto caminhávamos até a sala de história.
– Não estou não, é como?
– Um ônibus que escola vai alugar estará aqui às seis da manhã e nos levara para um acampamento, teremos que passar o dia todo lá.
– Fazendo o que?
– O que quisermos, e vale nota.
– Poxa, nem estou a fim de sair sábado.
– Qualé, vai ser divertido. Lá tem lagoas, cabanas próprias.
– Já foi la?
– Todo primeiro sábado depois que as aulas começam a gente vai pra lá;
– Ah, Todos?
– Sim, vale nota então todos sempre vão.
Fomos os primeiros a entrar na sala de aula.
Ele é claro não sentou em lugar nenhum, só deixou a mochila e saiu de lá pra ficar conversando no corredor.
Sentei em uma cadeira e fiquei esperando.
Justin entrou na sala e se sentou no canto do outro lado, bem longe de mim.
Fiquei olhando para ele por um bom tempo.
– Ei, se não quiser levar um fora sugiro parar de encara-lo. - Chaz sugeriu rindo e logo se sentou no lugar vago ao meu lado.
– Já me acostumei com os foras.
– E olha que você ainda não viu nada.
Aos poucos a sala se encheu e o professor entrou.
Novamente não prestei atenção na aula, sei que vou me ferrar por isso. Na hora da prova não vou saber merda nenhuma.

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